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  • MNU convida Nelson Inocêncio para criar símbolo dos 40 anos

    MNU convida Nelson Inocêncio para criar símbolo dos 40 anos

    Com certeza, será mais uma importante contribuição de sua caminhada antirracismo.

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  • MNU 40 anos:  Mobilização em  Brasília

    MNU 40 anos: Mobilização em Brasília

    O Movimento Negro Unificado (MNU) celebra este ano 40 anos de sua fundação; de luta contra o racismo e em defesa da vida. Várias atividades estão sendo programadas para comemorar e reafirmar o propósito que motivou a sua criação em 1978: A luta pela democracia racial, por uma sociedade verdadeiramente justa!

    Para preparar a programação de celebração dos 40 anos, o MNU está realizando reuniões com a militância das seções estaduais em todo país e, também, com parceiros da luta contra o racismo.

    Mobilização Brasília

    Realizada esta semana, em Brasília, reunião com a coordenação estadual, militantes do MNU e a coordenadora nacional, Iêda Leal.  Na pauta, a reorganização do MNU e a preparação das comemorações dos 40 anos da entidade.

    Presentes a atual coordenadora estadual do MNU/DF, Jacira Silva, os militantes Geovany, Cristiana, Ronaldo, Júlio Camisolão e Adeildo do MNU/PE. Durante a reunião, a coordenação estadual convocou eleições da nova diretoria para 24 de fevereiro de 2018.

    “O dialogo com toda a militância do MNU é decisivo para nossa organização cumprir a sua tarefa de combater o racismo, especialmente neste ano dos 40 anos de luta”, enfatizou a Iêda Leal.

     

  • Coordenadora Nacional do MNU cobra punição  para pessoas que cometem crime de racismo

    Coordenadora Nacional do MNU cobra punição para pessoas que cometem crime de racismo

    Durante  Audiência Pública realizada nesta segunda-feira (29), na sede do MPGO, em Goiânia.
    # Reaja à Violência Racial

    Representante do Movimento Negro Unificado, Ieda Leal esteve nesta manhã em audiência com o procurador-geral de Justiça, Benedito Torres Neto, para acompanhar investigação sobre possível prática de racismo em prova de concurso público de Morrinhos.

    https://www.facebook.com/MPdeGoias/videos/1591867357568537/

    #mp #mpgo #mpdegoiás #movimentonegrounificado #racismo #racismonão

     

  • Democracia x  julgamento político de Lula

    Democracia x julgamento político de Lula

    O MNU  repudia a decisão do TRF-4 que julgou politicamente e condenou de maneira arbitrária, arrogante e golpista o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a intenção deliberada de impedir a sua candidatura.

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  • MNU em defesa da democracia e pelo direito de Lula ser candidato!

    MNU em defesa da democracia e pelo direito de Lula ser candidato!

    O MNU é um movimento que sempre pautou sua atuação contra o racismo, na defesa do povo negro e na defesa da classe trabalhadora no Brasil. Ao longo dos nossos 40 anos de luta sempre estivemos ao lado daqueles e daquelas que lutam pelos mesmos ideais que defendemos e contra os desmandos “dos de cima”, a elite branca que explora diariamente negros e negras das piores formas. Essa mesma elite recentemente deu um golpe na nossa recente democracia ao depor uma presidente legitimamente eleita e agora procura tirar o ex-presidente Lula da disputa eleitoral de outubro.

    Durante séculos nós negros e negras fomos perseguidos pelo estado e pelo poder judiciário que são permeados e absolutamente controlados pelos setores mais reacionários da nossa sociedade. A cada 23 minutos um jovem negro morre no país e nossa expectativa de vida é muito menor que da população branca. Sentimos na carne nossos jovens que lotam as cadeias, a ampla maioria sem sequer um julgamento ou então com um julgamento sumário e tendencioso.

    Atualmente tentam nos enfiar goela abaixo uma série de reformas que irão atingir a população negra mais rápido e mais forte. Os mesmos que tentam retirar nossos direitos não julgam Aécio Neves e Michel Temer, flagrados em áudios que evidenciam diferentes crimes. Eles seguem beneficiando-se da impunidade que protege os ricos. Por outro lado tentam se segurar no poder lançando mão do autoritarismo judiciário que tão bem conhecemos. A condenação do presidente Lula nada mais é do que uma peça nesse processo de ataques que vem desde o golpe de 2016.O MNU é uma organização negra de esquerda que não é ligada a um partido ou sigla, tendo entre seus membros filiados a diversos partidos e não filiados, portanto iremos escrever uma carta de princípios aos candidatos e candidatas progressistas e de esquerda para que apoiemos e chamemos pro debate na base do movimento.

    O MNU combateu a ditadura civil-militar e lutou pela redemocratização desse país. Esteve presente nas lutas contra Collor e contra as privatizações do governo FHC. Independente do que possa se dizer das alianças do ex presidente Lula nos seus governos, sua condenação é um ataque violento à nossa já tão frágil democracia, um banimento autoritário do jogo político. Não aceitaremos nenhum tipo de estreitamento do regime, nos posicionamos para que Lula possa ser candidato nas eleições de outubro de 2018.

    Estaremos ao lado da classe trabalhadora, defendendo os direitos do povo e lutando contra as forças autoritárias que matam nossa juventude e encarceram Rafael Braga e muitos outros diariamente: não podemos aceitar a criminalização sem provas, nem contra Lula, nem contra qualquer cidadão ou cidadã!

    Vida longa ao MNU!

    Movimento Negro Unificado

  • Iêda Leal de Souza: Uma insurgente negra na coordenação do MNU

    Iêda Leal de Souza: Uma insurgente negra na coordenação do MNU

    “É feminista, é radical, é Iêda, coordenadora nacional!” Assim, as mais de 200 lideranças negras participantes do 18º Congresso Nacional do Movimento Negro Unificado, realizado nos dias 27, 28 e 29 de outubro, em Brasília, elegeram sua nova coordenadora, Iêda Leal, e uma direção nacional formada por 70% de mulheres. O desafio é grande. Não é por menos que a plataforma da nova coordenação terá como marca: “Nossa tarefa é reorganizar o MNU para a luta incansável contra o racismo. Estamos preparadas!”

    Emocionada, a filha de Moacyr Raymundo de Souza e Maria Gomes Leal de Souza, ele advogado, já ido dos espaços deste mundo, ela ainda hoje, com seus 80 anos, reforçando desde casa a lição de que “na vida nada vem em vão, que só a luta constrói”, tomou por empréstimo o sagrado “UBUNTU” de sua ancestralidade africana para aceitar o desafio de ser coordenadora nacional do MNU: “Eu sou porque somos,” disse Iêda com respeito e gratidão.

    A militância no Movimento Negro Unificado começou em Goiás em parceria com a professora Silvany Euclênio na década de 1980. Desde então, Iêda faz das lições aprendidas de grandes lideranças do MNU, como Lélia Gonzalez e Luiza Bairros, e do conhecimento apreendido da literatura das escritoras Carolina Maria de Jesus – “Quarto de Despejo”, Toni Morrison – “Amada”, Conceição Evaristo – “Olhos D´Água”, Cristiane Sobral – “Não vou mais lavar os pratos”, fontes de inspiração para a luta coletiva.

    “Eu não ando só” costuma ser a frase mais repetida por essa mulher forte e guerreira, que diz não saber caminhar sozinha por trazer dentro de si as muitas marcas do legado de Zumbi dos Palmares, Dandara, Martin Luther King Jr, Nelson Mandela, Winnie Mandela, Tereza Benguela, Malcolm X e Bell Hooks – lideranças que no seu tempo e do seu próprio jeito conduziram a luta contra o racismo a partir do engajamento coletivo de suas comunidades na defesa do tão sonhado mundo de liberdade.

    Defensora das grandes causas: negra, juventude, mulheres, quilombolas, indígenas, LGBT, religiões de matrizes africanas e de todos os oprimidos, Iêda mescla os saberes captados da ativista Angela Davis, de Mãe Ilda Jitolú, Mãe Beata de Iemanjá, Mãe Stella de Oxóssi, do artista Nelson Inocêncio da Silva – “Consciência Negra em Cartaz”, dos poetas Jônatas Conceição, Lande Onawale e Cidinha da Silva e da jovem cantora de hip hop, MC Sofia, para fortalecer a consciência negra.

    No caminho da militância e na certeza de ser movimento negro, Iêda tem participado de importantes momentos da luta recente pela verdadeira cidadania da população negra brasileira. Esteve na organização da Marcha Zumbi contra o Racismo e pela Vida, em 1995, um marco para a história da cidadania negra no país. Em 2005, na Marcha Zumbi + 10. E com o movimento de mulheres negras ocupou Brasília, em 2015, para a Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver!

    “Em um país racista como o Brasil, estruturado a base das desigualdades raciais, onde a cor da pele define o seu lugar na sociedade, não nos resta alternativa que não seja lutar, lutar de todas as maneiras possíveis”, diz Leal, que enfrentou muitas situações de discriminação e de racismo. Em 2009, recém-eleita presidenta do Sindicato dos Professores de Goiás (Sintego), lá estava ela comandando uma assembleia dos servidores da Rede Municipal de Ensino em Goiânia quando alguém, incomodado por sua liderança negra, não se conteve e em voz alta comentou: “O que é que essa preta está fazendo aí?”

    Anos antes, em 2003, enfrentou toda a intolerância da sociedade goianiense organizando um grandioso “Abraço Negro” no Parque Vaca Brava, onde estava acontecendo uma exposição de esculturas dos Orixás. Os racistas de Goiânia haviam se mobilizado para retirar a exposição, e ela, juntamente com os integrantes do Centro de Referência Negra Lélia Gonzalez e do MNU, articulou e mobilizou mais de 2000 estudantes para, no Dia da Consciência Negra – 20 de novembro, abraçar os orixás gritando: “Racismo é crime! Exigimos respeito!”

    Pergunto à Iêda se tem consciência de quando e como se tornou essa importante dirigente sindical brasileira – só no Sintego foi duas vezes presidenta, duas vezes vice, é atualmente tesoureira, e ocupa também a Secretaria de Combate ao Racismo da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

    A resposta surpreende: “Eu nunca me preocupei em ser liderança ou não. O que eu sempre quis, desde criança, foi saber mais para contribuir mais. Eu sou de uma família grande e em nossa casa, com seis filhos, sempre houve muita conversa, muita discussão. Mas o que me moveu mesmo na direção dessa luta coletiva foram os professores e professoras fantásticos que passaram por minha vida nos meus anos de formação. Foram eles e elas que me mostraram a educação como caminho para enfrentar o racismo e lutar por um mundo melhor”.

    E essa educadora engajada, cujo livro de cabeceira é “Um defeito de cor”, de Ana Maria Gonçalves, cujas 952 páginas traçam um importante perfil da vida do negro no Brasil colonial, começou bem cedo a transformar a realidade da educação nas escolas onde ensinou. Em 2002, quando a Lei 10.639/2003 não existia ainda, a jovem diretora da Escola Municipal Evangelina Pereira da Costa, em Goiânia, já incluía ações de combate ao racismo no projeto pedagógico. Ali, todas as turmas do Ensino Fundamental já discutiam a história e a cultura africana e afro-brasileira, em um processo coletivo que envolvia alunos, professores, escola e comunidade.

    Para a professora que começou a trabalhar ainda estudante e quase menina, devia ter entre 14 e 15 anos, dando aulas para substituir a irmã Iara em uma escola perto da própria casa, a profissão de educadora foi escolha política assumida conscientemente. “É a partir da Educação que posso formar jovens para a luta contra o racismo e envolver mais gente nessa grande tarefa que é de construir um projeto para a nação com um olhar na tradição africana que tem como fundamento a realização coletiva”.

    Por fim, também pergunto à Iêda, conhecida por ser dura quando necessário, porém sem nunca perder a ternura, sobre o que a faz feliz. Sem vacilar, reponde: “A militância. É bom me sentir envolvida com os temas que fazem meu coração pulsar. Eu não sei se seria feliz sem isso”. E acrescenta: “Pra mim, é uma felicidade imensa ter filhas que militam comigo, ter uma família de luta, e estar junto com amigos e amigas, construindo uma sociedade que respeita as diferenças, justa e racialmente democrática!”.

    Então, para 2018, a maior realização será: “Avançar na defesa dos direitos humanos e organizar os 40 anos do MNU. Essa será minha forma de honrar as pessoas de luta que nos guiaram com sabedoria, coerência e inteligência até aqui. É por isso que todos os dias quando me levanto eu agradeço por estar viva, porque tive um pai fantástico e tenho uma mãe que aos 80 anos ainda me orienta, e por ter merecido a confiança do MNU para conduzir a nossa luta. É minha responsabilidade tocar adiante essa caminhada: os passos vêm de longe e me inspiram a seguir contra o racismo sempre”.

    Fonte : Revista Xapuri

  • 20 de novembro – Dia da Consciência Negra

    20 de novembro – Dia da Consciência Negra

    MNU Convoca

    Vamos para as ruas. Vamos ocupar os espaços públicos de grande movimentação deste país para protestar contra o racismo, contra a violência e lutar pelas nossas vidas.

    A luta contra o racismo é de toda a sociedade.

    Vamos reafirmar nas ruas, no 20 de novembro, a luta dos nossos ancestrais por liberdade, por uma sociedade verdadeiramente democrática e justa, por uma sociedade sem racismo.

    • Contra o racismo, a violência e pelo bem viver;
    • Contra o feminicidio;
    • Contra o extermínio da juventude negra;
    • Pelo fim dos critério racistas no mercado de trabalho;
    • Pelo direito ao culto religioso e pelo respeito às religiões de matriz africana. Pelo fim do racismo religioso com perseguições e ataques aos terreiros de candomblé e umbanda;
    • Pelo direito das comunidades quilombolas à terra e a cidadania;
    • Pelo fim da violência contra a população LGBT;
    • Pela afirmação da cultura de matriz africana e o combate a sua folclorização;
    • Pela criminalização da farsa de autodeclaração no sistema de cotas raciais.

    MNU rumo aos 40 anos de resistência de negras e negros contra o racismo e o sexismo.

    • Enfrentando o desmonte do Estado Brasileiro!
    • Contra o autoritarismo  e o racismo que crescem no país.
    • Contra o discurso de ódio e de violência.
    • Por reparações!
    • Combatendo os racistas, machistas, sexistas, lgbtfóbicos e todas as formas de discriminação!